19 Julho, 2009

Voltei da Dinamarca


As coisas andam bem mexidas por aqui. Voltei da LEGO. Apresentei meu projeto aos professores aqui. Tudo muito bem recebido. Em Agosto tenho minha qualificação, em Outubro defendo. Mesmo falido, ter vindo para a Holanda para fazer esse mestrado foi a melhor decisão que tomei nos últimos 8 anos. Vocês provavelmente estão se perguntando a mesma pergunta que TODO mundo me pergunta: "E agora você vai fazer o quê?". Sobre isso escreverei outro dia.

Hoje é para remarcar minha revisão de habitos alimentares. Quero fugir da quantidade de porcaria que tenho consumido em terras européias. Tudo semi-pronto, muita fritura e sem gosto, mas muito prático. Dei uma inchada na Dinamarca (±5 Kg) e não tenho intenção entrar em regimes radicais. Lendo sobre decidi rever minha alimentação. Balanceando melhor os grupos. Tô numa de imaginar que como só o que seria mais natural. Vamos ver quanto consigo manter esse ritmo. Como estarei em casa a maior parte do tempo de agora até a defesa, acho que consigo. Pelo menos nos próximos dois meses.

Hoje vou cozinhar um Ceviche e uma Carne de Panela (que posso comer fria depois). Minha idéia é ter coisas feitas em casa semi-prontas na geladeira para evitar as coisas fáceis tipo pizza ou outros snacks. Vou agora no super comprar os ingredientes. Mostro o resultado depois.

01 Fevereiro, 2009

Billund: no meio do nada mas conectado


Alô alô. Finalmente, 20 dias depois que cheguei aqui em Billund, tenho conecção no meu quarto. Desde 9 de Dezembro (último post) coisas aconteceram. Fechamento das matérias do final de semestre. C. passou um período no Brasil. Eu passei o natal com a familia Holandesa.
O ano novo fechamos com alguns amigos em Paris. A virada foi numa festa estranha com gente esquizita mas feliz e divertida. As fotos do ano novo estão aqui no flickr.

Aqui em Billund tudo indo bem. Estou num quarto de um prédio que a empresa mantém para receber os profissionais que estão começando ou os estudantes (eu). Mas Billund é no meio do NADA. As fotos que tirei nesse fim de semana e as que tirei do avião no dia que cheguei dão uma idéia. Super horizontalizada. ± 6000 habitantes. Area bem rural fora dos limites da cidade. E a cidade mesmo é, em grande parte, a empresa: fabrica, design, marketing, tudo fica aqui. A maioria dos funcionários moram fora. Uma hora, uma hora e meia, longe de Billund, nas cidade 'maiores'. Aqui ficam casais com crianças pequenas ou que os filhos já zarparam. Jovens e adolescentes, na maioria, se mudam para estudar nas cidades vizinhas. Sábado quando o comércio "ferve" tem 15 pessoas em cada loja (sem exageros).


Sexta passada fui com o pessoal do apartamento para o Pub local (o único). Foi engraçado. Eles falando: "Não, tem que ir depois da 1 da manhã que é a hora que o povo chega". Chagamos lá e 2 mesas com 5 pessoas (LO-TA-DO!). Devia ter lá umas 20 pessoas contando nosso groupo de 7 e os donos, mas foi ótimo. Sinuca, cerveja dinamarquesa e aquele acúmulo característico cigarros de qualuer Pub europeu fechado por conta do frio (-2ºC). Acho (espero) que Billund vai ficar mais animadinha quando a temporada de turismo começar. Vamos ver.

Bom, foi só para dar uma atualizada como prometido. Abraços.

09 Dezembro, 2008

Reativando o blog.


Alô, alô queridos leitores (Alguém ainda lê isso aqui?). Desculpem o silencio, mas vou retmar.

De março prá cá tudo mais ou menos na mesma. Coelho no Jardim. Mesmo AP. Mesma cidade (Delft). Fechei bem meu primeiro ano do mestrado. Estou agora no meio do segundo. Camila fechou bem o período letivo e recentemente entregou a tese dela. Bem receibida, por sinal. Em Janeiro me mudo para a Dinamarca. Camila fica. Ela está trabalhando numa editora em Leiden. Eu vou ficar entre lá e aqui por uns meses.

Mas o que diabos vou fazer na Dinamarca? Nem eu acredito. Todo aluno do mestrado na escola de design deve (pre-requisito para formar) desenvolver um projeto de conclusão de mestrado. Na TU Delft, esses projetos são conduzidos, na maioria, em empresas. É impressionante a relação que a escola sustenta com as empresas. Tem colega meu indo desenvolver projeto para Philips. Outro tá indo prá Nokia. Tem empresa grande, pequena. O aluno escolhe de acordo com seus objetivos profissionais. Tem uma menina (com especialização em design sustentável) que está indo pro Cambodja a pedido de uma micro-empresa de lá. O projeto será "solucionar" um probelma de iluminação para famílias de baixa renda. É impressionante.

E eu? Bom, eu dei a sorte de conhecer um ex-aluno do meu mestrado que está na LEGO (!!!) e virou que meu projeto de graduação vai ser lá, na LEGO, Dinamarca. É como um estágio combinado com sonho de criança. Tenho meus interesses com o projeto (design de brinquedos, etc), e a empresa tem algo que precisa de um designer. Eles me recebem lá, pagam minhas contas e trasnalados e me dão um salário mínimo. Finíssmo! Não tenho a MENOR IDÉIA do que vai ser depois que acabar o mestrado, mas o movimento de "ambiente web" para "interação com produtos" vai fechar bem (esperamos).

Deixa eu ir. Vou manter o Laranja mais atualizado. Abracos a todos daí e daqui :-)

© Photo via
Balakov on Flickr

24 Março, 2008

Neva...

É lindo de se ver, mas ainda bem que hoje é feriado aqui (a segunda-feira, depois do domingo de páscoa, é feriado nacional). Enfim, fico feliz de não ter que pegar a bicicleta para a escola com esse clima... escorregadio.


23 Março, 2008

Bacalhau à Xpop de Sá


A Páscoa por aqui nos pareceu mais relevante que o natal. A cidade hoje está bem parada. Soube por meus colegas de Faculdade que todos os estudantes passam a páscoa com seus parentes. Grandes jantares na sexta. Longos cafés da manhã no domingo. Até fiz isso na casa do meu avô no interior de minas, mas nada se compara com a movimentação que vimos aqui na véspera da páscoa. A holandesada tem o hábito de pintar ovos de galinha e esconder no jardim. Todo mundo da família participa da preparação. Nos supermercados eles vendem uns kits faça-você-mesmo para as crianças pintarem os próprios ovos. Quem tem preguiça pode comprar ovo de galinha já pintado e cozido. O super ontem estava um inferno.

Para não ficarmos sem comemorações aproveitamos a visita de um amigo chinês na sexta-feira como desculpa para prepararmos nosso jantar de Páscoa. E modéstia à parte, ficou ótimo!

Combinei receitas. Segui as dicas de minha mãe para desalgar o bacalhau, mas na etapa final, já com o bacalhau dessosado e em lascas, deixei ele mergulhado no leite quente por duas horas (dica de um site português). Minha mãe costuma derramar um vidro de leite de coco antes de levar a tigela ao forno. Mergulhando o bacalhau no leite antes de montar, a carne ficou com uma textura parecida com a receita da família.

Na hora de montar também usei diferentes macetes. Em algumas receitas o povo sugere refogar no azeite o alho, as cebolas, pimentão e temperos e virar sobre isso as batadas e o bacalhau. Derramando a mistura no forno para gratinar. Já na receita da minha avó, o bacalhau é montado em camadas. Combinei os dois. Fiz o refogado, mas montei o prato em camadas: tomates para forrar, o refogado, o bacalhau e as batatas e repetindo até acabar. Na última camada, para fechar o prato, minha mãe deu uma dica ótima: farinha de rosca antes de gratinar. De escrever já fiquei com água na boca de novo. Valeu o esforço.

Veja a receita completa no flickr.

10 Fevereiro, 2008

Antuérpia


Gente, faz um tempão que não damos notícias, né? As coisas andam corridas aqui, cada vez com um ritmo mais normal de vida e menos com aquela sensão de que estamos num lugar estranho. O segundo semestre acabou de começar mas já está a todo vapor. Eu já estou às voltas com pilhas de livros que preciso ler para a minha tese. Eu também demorei a escrever porque queria matar dois coelhos "com uma caixa-d'água" só. É que quando minha mãe esteve aqui, cruzamos a fronteira da Bélgica para passar um dia em Antuérpia. De trem, leva apenas uma hora e meia. Mas eu sabia que dali a um mês eu iria para o "estrangeiro" novamente, então deixei para escrever tudo de uma vez só. Antuérpia, ou Antwerp, é uma cidade lindinha onde se houve holândes (quer dizer, flamengo) e francês pelas ruas e cuja arquitetura mais enfeitada já é bem diferente dos tijolinhos holandeses. Com a minha mãe passeamos muito, me empanturrei de mosselen (mariscos - especialidade belga - minha mãe não gosta...), compramos chocolate (hum!) e comemos o pior waffle (outra especialidade belga) das nossas vidas. Sexta-feira passada voltei lá com o pessoal da faculdade para uma visita ao Museu Plantin-Moretus, uma editora/gráfica muito importante no século 16 e que está super bem preservada. Também visitamos a catedral, que está sendo restaurada. E aprendi a lição: só compre um waffle feito na hora, faz toda a diferença!!!

P.S.: Parece que os ventos sopram a nosso favor e essa semana assisti ao lançamento de um novo produto no mercado holandês: Mandioca pré-frita congelada. Com direiro a degustação no supermercado e tudo. A "Cassava" para os holandeses ainda é uma coisa muito exótica (para você terem idéia, tinha uma mandioca in natura na barraquinha para eles poderem ver de onde vem aquela coisa esquisita que parece batata frita mas não é). Espero que eles se acostumem e não façam o importador desistir da idéia. Em todo caso, vou manter o estoque do freezer em dia ;-)

09 Janeiro, 2008

Domingo em Amsterdam


Domingo foi dia de dar uma voltinha com a minha mãe em Amsterdam para ela conhecer a cidade. O Bernardo não pode ir porque estava (ainda está) mega-ocupado com os trabalhos da faculdade. Enfim, pegamos um trem cedinho aqui em Delft e assistimos a um lindo nascer do sol pela janela do trem. Passeamos de barco pelos canais, perambulamos pela cidade, comemos alguma coisa no nosso café preferido e visitamos o Museu Van Gogh. Além do arcevo fixo, havia uma exposição super bacana chamada Barcelona 1900. Voltamos para casa com as perninhas doendo ;-)